quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Háaa.... ELE NÃO É NADA!!

De fato a maior criação do homem foi deus. Nenhuma de suas mais variadas e complexas ferramentas, artefatos ou equipamentos se compara a deidade outrora criada. Entre tantas necessidades uma tomou uma forma central em nosso ser. Não me refiro ao invento fogo, roda ou qualquer tecnologia antiga ou moderna. Não, não há espaço entre elas para analogias ao advento maior. Deus, como um ser criador, surgiu da necessidade humana de fé. Em nome de esperanças deu-se o advento religião, que por hora e sempre vem consumindo toda e qualquer liberdade humana. Do desejo de ceifar boas colheitas; da ânsia de superar seus medos; dos instintos mais básicos, fome e sede, surgiu aquele que nos supriria de todas as necessidades. Adorar em troca de realização seria então apenas uma barganha clássica? Seria este o principio do comercio contemporâneo que até hoje nos circunda? Ele, o objeto de nossas mentes medíocres e inferiores até hoje se aprimora e se aperfeiçoa em todos os povos. Não os culpo, afinal, quem nunca levantou nalgum momento os olhos aos céus em busca de respostas e até socorro? Poucos, ou mesmo nenhum homem, e aqui incluo os mais céticos. Todos nós nalgum momento tivemos o momento de fé naquilo que não se vê. É sem duvida um abrigo que nos acalenta na dor. Contudo, não devemos permanecer escravos da nossa própria criação. Nós o geramos; o concebemos e o santificamos em todas as raízes históricas e civilizações já existentes. Somos a massa crédula remanescentes dos nossos antepassados. O deus religioso contemporâneo que hoje acreditas é uma estrutura social. Sim, ele nos é dado geração a geração. Desde o principio de sua criação o recebemos de braços abertos, pois nele temos a sensação de reconforto e nos sentimos isentos da culpa dos nossos erros morais. Um deus cultural a nós é dado continuamente e cegamente. Pergunto-me ao mesmo que me respondo: devo crer que algum ser primeiro nos deu o fôlego chamado vida? Ora, neste ponto há muitos problemas a ser esclarecido e debatido. Mas, em parte, de antemão, ouso tal resposta: não acredito que de fato haja um ser que possa receber este mérito de deidade, ao mesmo que, tudo em sua forma, e aqui me refiro a existência propriamente dita, teve em si um estopim inicial, não como a obra da criação de alguém, e sim, uma evolução natural da própria existência. Sendo assim, uma combinação de tudo que há ante o caos do qual viemos.  E vejo que definir-se hoje como cristão, budista, judeu ou qualquer outra denominação preexistente é apenas uma maneira de definir-se como ser social. Uma maneira de integrar-se a um meio outrora forjado; um modo de interação e até mesmo de identificação. Vê? Não tem nada a ver com deus. Não. É apenas o modo como você o quer interpretar. De como você acha conveniente entender. Mas bem sabemos que não parte do principio deus. Ele, agora, é simplesmente seu amuleto da sorte, do qual pode contar sempre que precisar e “buum” acontece, ou simplesmente você aceita que tudo é como ele quer.  É um meio de superar suas frustrações, ou não?  Quando você acredita que sua vida está nas mãos dele e que tudo é da maneira que ele escolhe, não há tantos motivos para aceitar seus fracassos. Deus torna-se então um vicio assim como o álcool, as drogas, a pornografia... Torna-se o seu vicio. Sua fonte inesgotada de prazer e remissão. Você o quer a todo momento, o deseja de toda sua mente; afinal, pra que carregar a própria “cruz” se alguém o pode fazer isso melhor que você e por você? Por que se culpar se alguém já o isentou de seu pecado? Tá ai, o seu vício. És, então, escravo de ti mesmo. Nós quem damos força aos símbolos. Nós quem os personificamos e deles fazemos grandes representações. Deus é do tamanho dos nossos pensamentos e nada mais. Se quisermos nos render a ideia de que ele é maior que nós, então ele será. Se entendermos que não o é, o efeito será o mesmo, ele não será. Ele depende que o alimentemos com fé para que possa sobreviver por mais uma geração e outra.  Não somos dependentes dele em nossa caminhada, porque simplesmente não há deus. Quão duras e difíceis palavras são estas a digerir, entretanto, não vos escrevo para o mal, antes vos falo para a concepção da verdade, e aqui deixo claro entender, da minha verdade. Pois entendo, na minha mediocridade, que é como a vossa, que a verdade liberta. Pode isto até soar clichê e cristão, todavia, o próprio cristianismo se usa destas máximas para se aproveitar de suas fraquezas e fazer com que te curves aos textos dos homens e ao deus das religiões.  Já eu, não quero que te curves a nada. Só há um caminho, a verdade, não cristo. Só há um deus, se assim o preferes, a verdade. Não Alá. Uma coisa vos rogo, e tal coisa é que largues o que não apalpas em tuas ínfimas mãos. Que abandones aquilo que não possa ser testado e comprovado. Que não acredites apenas no que te ensinaram, te disseram, te instruíram, te guiaram. Sejas tu teu próprio guia.  Que não uses o nome da fé para te apoiar nesta empreitada. Que não sejas demasiado covarde a ponto de render-se ao “eu acho”. Que não te cegues com o pão que te foi posto à mesa. Disto não tenho duvida, de que se tens o desejo de alcançar a verdade precisas primeiro ver com teus próprios olhos e convencer-se de que és tu o próprio deus e nada mais há além. Precisas acreditar no que escolhestes acreditar, caso contrário tua mente te trairá e serás como um abismo. Acredite nas suas certezas. E, referente ao deus tradicional, tu o destes a força que ele hoje tem, e graças a ti tantas guerras em nome dele são continuamente travadas. Devido a teu cego amor guiastes homens bons à morte e à tragédia sem fim. Que sejas, agora, tu, então, o caminho a ser descoberto. Toma o poder que noutro tempo destes. Que teu deus seja a verdade e que tua religião seja fazer o bem. Lembra-te, deus é quem precisa de ti para ser deus. Te dirão que não. Que a loucura te acometeu. Que estás incomensuravelmente errado. Mas hoje bem sabes que nós o fizemos de guia toda nossa vida a fim de encontrarmos algum sentido para tudo aquilo que não pode ser provado. Só queríamos um sentido para a vida. E deus foi a chave. Mas não precisamos mais de um guia criado por nossos medos e desejos. Enfim, ele não é nada mais que tua falha; ele não é nada.

 *neste texto expresso uma visão referente ao deus religioso, em nada interferindo no meu particular entendimento daquilo que vem a ser principio deus, como exposto em textos anteriores.