Ó pobres e
infelizes homens, que tão cedo aprendem que a culpa é saída e que remorso os
isenta de toda e qualquer dor. Que olha o mundo acreditando de fato poder
enxergar. Por que tendes a aceitar que no oculto te redimes? Sois, ai, menos
criminoso de consciência? De que o
oculto te esconde senão só de ti mesmo? Me dizes: - e não seria suficiente?
O que é
moral meu caro leitor? O que é certo? Seria este um texto baseado só em
perguntas ou as respostas já estão ai?
Tenho para
mim que existe certo prazer, não no errar, digo moralmente falando, mas, no
culpar-se. E a ideia de um deus misericordioso se encaixa como forma perfeita,
pois, nele, tudo é remissão.
Ta ai o
prazer do pedir perdão; do voltar ao “primeiro amor”; do ser, enfim, aprendizes
da religião.
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